segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Domingo

Por algum motivo eu e o domingo não nos damos bem. Parece que todo domingo um mal estar entra em meu corpo e de jeito nenhum sai. Domingo é um dia tedioso, é um dia deprimente, é um dia perfeito para um suicídio. 
O domingo me olha nos olhos e fica me encarando, eu para não brigar com ele e simplesmente esquece-lo tento escrever alguma coisa ou bebo ou ambos. 
Ontem acordei ao meio dia. Lavei meu rosto, escovei os dentes e fui para a cozinha. Fui a panela e servi o meu prato com a comida. Comi minha refeição bebendo um latão de cerveja. Terminei a refeição, me servi um copo de coca-cola e vim para o computador escrever algo. Liguei a televisão e pow, um soco do domingo em minha cara. A programação da televisão aberta no domingo é pior que cerveja quente. Voltei ao computador e comecei a escrever o post de ontem. Abri um garrafa de heineken e a bebi enquanto despejava toda aquela merda em meu teclado. Terminei o post e fui re-ler ele para ver se tinha algum erro muito grande, mas antes peguei mais um latão de cerveja. Re-li o texto e não achei nenhum erro muito visível tendo em conta que estava um pouco bêbado.
Terminei meu latão e fui pegar outro na geladeira. Diabos não tinha mais cerveja. Voltei ao computador e resolvi tentar escrever algum poema, quando alguém bate a porta. Era Carlos que é meu tio, Edson um amigo nosso e o Alex meu primo.
-Eae vagabundo vamos tomar umas - perguntou Carlos
-Claro - respondi.
Fomos até nosso bar preferido e começamos a beber cerveja em garrafas de um litro. 
Depois de terminarmos a quarta Carlos falou:
-Essa foi a ultima, estou quebrado
Eu também -resmunguei 
Alex meu primo estava tomando um refrigerante pois não bebe. Então do nada Edson se poem de pé e fala.
-Eu tenho um fardo de latão la em casa vamos pega-lo. 
Como bons bêbados, fomos atras da nossa cerveja. 
O problema é que o Edson mora muito longe e como estávamos sem dinheiro tivemos que ir de bicicleta.
Após meia hora de uma boa pedalada chegamos até a casa do Edson. Ele entrou em sua casa e logo voltou com uma mochila nas costas. Voltamos com as bicicletas pedalando com as bicicletas até a minha casa. Chegando em minha casa puis as cervejas no congelador e fomos para a rua conversar enquanto elas gelavam. 
Quando voltamos elas já estavam geladas. Tomamos todas olhando um filme aqui no computador. Depois disso Edson mostrou para nos uma nota de cinquenta e nos convidou para voltarmos ao bar. Voltamos ao bar e então começamos a beber cerveja de litro novamente. 
Tive um branco, não sei o que aconteceu após isso. Só lembro de braços e pernas passando rápido em minha frente. Também lembro do Carlos falando:
-Não importa, depois eu pego ele. Quem ele acha que é?
E cuspindo sangue com o seu nariz muito inchado e vermelho.

Lembro também do Edson caindo de bêbado e chorando.
Acordei a uma da manha muito pálido e com muito enjoo. Fui correndo ao banheiro e vomitei. Olhei meu rosto no espelho e estava com alguns pingos de sangue seco e com o olho roxo. Estava com muita dor em meu pé, no estomago e em um dente. Com meu dedo encostei no dente e vi que ele esta mole.
Lavei o rosto, fiz um gargarejo com água, lavei as mão e fui para a sala. Sentei no sofá e olhe minhas mãos. Elas estavam muito machucadas e esfoladas. Olhei meu pé e estava com três dedos inchados e uma das unhas tinha caído. Eu não sei o que aconteceu mas com certeza eu soquei e chutei algo.
Fui a geladeira e tomei um pouco de água. Fui correndo ao banheiro e vomitei novamente. Fui a pia lavei meu rosto e minha boca e olhei no espelho e falei.
-Domingo seu filha da puta, desta vez eu ganhei.

Um comentário:

  1. Vencer o tédio do domingo é uma das missões mais difíceis da vida

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